Só não tem congestionamento porque o rio Negro é bem largo, mas isso não transmite muita segurança. A imagem que me vem à mente é de uma comprida pista de carrinhos bate-bate de diversos tamanhos, onde cada um vai pra onde quer. Por sorte, sei nadar.Manaus também surpreende na urbanidade devido a essa história de zona franca. O comércio, pelo menos aqui perto do porto, é uma loucura. Parece que, se não tiverem o que vender, as pessoas pegam as ceroulas usadas da avó e começam um pequeno negócio. E pior que há quem compre, não duvide.
Legal que mesmo no shopping é possível achar coisas realmente baratas - mais baratas inclusive que nessas lojas do infinito comércio no meio da rua. Comprei um HD externo lá por um preço mais de R$ 200 abaixo do que tinha encontrado na rua.
Como estamos atracados no terminal hidroviário, o movimento de embarcações ao redor é bem grande e o barco mexe muito, o dia inteiro. Nessa de dormir e trabalhar aqui dentro, às vezes é meio estranho sair pra andar em terra firme. De vez em quando rola uma sensação parecida com estar dentro do barco mexendo, o pescoço tenta corrigir o horizonte (que não tem nada de errado, it's all in your head) e é preciso se apoiar em algo ou alguém. Deve ser parecido com labirintite.
O que deve estar influindo para esses efeitos psico-alucinógenos são as constantes pancadas da cabeça no teto do barco. A altura média do teto deve ser em torno de 1,78 m, o que não combina com pessoas de 1,83 m. Você se acostuma a andar curvado (ora de lado, ora pra trás, mas na maioria das vezes pra frente), e o problema é que bem no meio do barco passa uma viga 10 cm mais baixa que essa altura média. Sem falar nos ganchos de rede e nas pontinhas de ferro de alguns lustres. Aí não adianta, uma hora ou outra você vai certamente deixar as marcas do chifre em um desses obstáculos. Se ser alto já foi algum dia uma vantagem, eu não me lembro - pode ser amnésia devida às pancadas. Só sei que vou voltar corcunda e com diversos galos na cabeça.
Em homenagem ao Dia das Mães, segue a imagem abaixo. Minha mãe ficou com ciúmes da dedicatória à Gabriela, fazer o quê. Parabéns, mãe! Na minha idade, ela já tinha a Lu e eu, e vinha ainda a Marina pela frente.
E como o povo pediu, vamos ver se consigo subir mais algumas fotos que fiz na última semana.
E como o povo pediu, vamos ver se consigo subir mais algumas fotos que fiz na última semana.
Assim que conseguir, vou postar umas fotos de um bicho chamado jaçanã. Tem sempre alguns por perto nas comunidades do interior, mas eles são bem difíceis de fotografar. Descobri que a melhor técnica é achar uma mãe com um filhote, e só tomar cuidado pra ela não partir pra cima de você - o que é um risco a se correr.
Ok, o Dia das Mães é só domingo que vem. A homenagem é adiantada.
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